Sebrae Minas realiza diagnóstico tecnológico de indústrias de Juiz de Fora

Iniciativa integra Programa de Inovação e Modernização e contempla micro e pequenas empresas

Com o objetivo de fomentar o setor industrial de Juiz de Fora e ajudar as empresas em seus processos de inovação, produção e melhorias, o Sebrae Minas está realizando um diagnóstico tecnológico das indústrias de Juiz de Fora e região, em parceria com a Fiemg Regional Zona da Mata. A ação é uma solução oferecida pelo Sebrae, por meio do programa Sebraetec, que visa realizar uma avaliação situacional de determinado fator produtivo ou condição de produção, com orientações específicas a serem adotadas.

 

A intenção é elaborar um diagnóstico com todos os segmentos, dento de uma amostragem que apresente a realidade do nível tecnológico das indústrias localizadas em Juiz de Fora e na região. “Vivemos tempos marcados pela velocidade e pela transformação constante. Nesse contexto de mercado absolutamente volátil, as empresas precisam se estruturar para atender à crescente demanda por inovação e, assim, se tornarem mais competitivas para prosperarem no atual ambiente de negócios”, ressalta a analista do Sebrae Minas, Daniela Mendonça.

 

O diagnóstico integra as ações do Programa de Incentivo à Inovação e Modernização das Indústrias de Juiz de Fora e Região, promovido pelo Sebrae, e tem foco nas indústrias enquadradas como Micro e Pequena Empresa (MPE). A previsão de duração do diagnóstico é até a primeira quinzena de novembro, contemplando cerca de 300 empresas. A partir do resultado do diagnóstico, serão realizadas consultorias tecnológicas nos empreendimentos participantes do programa. O empresário que tem interesse em participar na iniciativa e que ainda não foi contatado pelo Sebrae Minas pode agendar uma visita à sua empresa pelo telefone (32) 3257-4712.

 

A consultoria vai oferecer o acesso subsidiado a serviços tecnológicos e de inovação, visando à melhoria de processos, produtos e serviços ou a introdução de inovações nas empresas e mercados, em seis áreas temáticas: Design, Inovação, Produtividade, Qualidade, Serviços, Digitais e Sustentabilidade.

 

Este material foi produzido pela Agência Sebrae de Notícias e reproduzido pelo Núcleo de Comunicação do GDI-Mata. 

Confira as oportunidades de captação de recursos não-reembolsáveis

Muitas oportunidades de captação de recurso estão com prazo de submissão aberto. Se você ou sua empresa se encaixam nos pré-requisitos previstos nos editais, essa é sua chance! Confira abaixo as oportunidades e se atente para as datas:

 

Edital App para Cultura

O edital tem por objeto o apoio ao desenvolvimento de 40 aplicativos ou jogos eletrônicos inéditos e originais, voltados para a disponibilização de serviço cultural.
Público-alvo
O edital é aberto a todas as pessoas brasileiras, natas ou naturalizadas, maiores de 18 anos, que sejam pessoas físicas – autoras ou desenvolvedoras do aplicativo.
Linhas temáticas
  •         Audiovisual: 20 (vinte) aplicativos voltados para o audiovisual (como data base, jogo de perguntas, visualização de filmes, edição de vídeos, rankings de filmes/séries, programação de salas de cinema etc.);
  •         Cultural Livre: 20 (vinte) aplicativos com temática cultural livre
Prazo para envio de propostas até:
21/08/2017
Apresentação de propostas
Tipo de apoio
  •         R$ 20.000,00 (vinte mil reais) por projeto.

 

Chamada pública conjunta para projetos de cooperação ICT-empresa, Finep e CDTI, da Espanha

Público Alvo:
Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT), ou Fundação de Apoio a uma ICT.
Objetivo:
Apoiar, por meio de financiamento não reembolsável às ICTs brasileiras pela FINEP e financiamento a empresas espanholas pelo CDTI, projetos elaborados em cooperação entre ICTs e empresas brasileiras e empresas espanholas, cujos objetivos estejam em consonância com as linhas temáticas apresentadas no item 3 desta Chamada Pública Conjunta.
Linhas Temáticas*:
Pesquisa estratégica e o desenvolvimento de parcerias para inovação em Tecnologias da Informação e Comunicação, Meio Ambiente e Eficiência Energética.
Valor Máximo por projeto
R$ 2.000.000,00
Prazo para envio de propostas:
24/08/2017
Link:
http://www.finep.gov.br/chamadas-publicas/chamadapublica/602

 

KR Foundation

Público Alvo:
Organizações que abordem as temáticas de degradação ambiental e mudanças climáticas.
Objetivo:
Financiar projetos que abordem as temáticas de degradação ambiental e mudanças climáticas.
Linhas Temáticas*:
Duas linhas programáticas: comportamento sustentável e finanças sustentáveis.
Valor Máximo por projeto:
Projeto de 500 mil até 5 milhões de coras dinamarquesas (na cotação atual 222 mil a 226 milhões de reais).
Prazo para envio de propostas:
04/09/2017
O processo consiste em duas fases, sendo a primeira o envio de uma carta de intenções (Letter of Inquiry ou LOI) por meio da plataforma Fluxx, própria da Fundação.
Na segunda fase, os responsáveis pelos projetos previamente selecionados serão convidados a apresentar uma proposta completa e detalhada.
Todos os documentos devem estar na língua inglesa e a Fundação só aceitará as LOIs mandadas até duas semanas antes do prazo final.
Link:
http://krfnd.org/apply-for-funding/

 

Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais – EDITAL LEIC 2017

Público Alvo:
Empreendedores Culturais, pessoa física ou jurídica.
Objetivo:
Viabilizar a realização de projetos culturais por meio de recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, via renúncia fiscal atrelada ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Linhas Temáticas*:
  •         Artes cênicas;
  •         Audiovisual;
  •         Artes visuais;
  •         Música, Literatura, obras informativas, obras de referência e revistas;
  •         Preservação e restauração do patrimônio material, inclusive o arquitetônico, o paisagístico, o arqueológico e do patrimônio imaterial.
Valor Máximo por projeto
Entre R$ 200.000,00 e R$ 900.000,00, respeitando as categorias de projetos culturais mencionadas no Edital.
Prazo para envio de propostas:
30/09/2017
Link:
http://www.cultura.mg.gov.br/component/gmg/story/4127-fernando-pimentel-lancaedital-da-lei-estadual-de-incentivo-a-cultura
http://www.cultura.mg.gov.br/images/documentos/Edital%20Lei%20Estadual%20de%20Incentivo%20%C3%A0%20Cultura%202017.pdf

 

14º Prêmio de Inovação em Turismo

Público Alvo:
  1. Política Pública e Governança
  2. Empresas
  3. Organizações não governamentais
  4. Pesquisa e tecnologia
Objetivo:
A Organização Mundial do Turismo está recebendo inscrições para a décima-quarta edição do Prêmio de Inovação em Turismo
Linhas Temáticas*:
  1. a)       Prêmio UNWTO para inovação em políticas públicas e governança:
Uma iniciativa é altamente inovadora e gerida por uma instituição pública ou pública-privada que reflete melhorias tangíveis e sustentáveis em políticas, processos e governança. Modelo inclusivo de governança turística que envolva diversas partes interessadas do turismo.
  1. b)      Prêmio UNWTO para inovação nas empresas:
Uma iniciativa apresentada por uma empresa ativa que opera projetos ou oferece produtos ou serviços inovadores no campo do turismo. Esta inovação pode ser demonstrada através de aplicações amigas do meio ambiente, engajamento de responsabilidade corporativa social e outras contribuições inovadoras.
  1. c)       Prêmio UNWTO para inovação em organizações não governamentais:
Uma iniciativa gerida por uma organização não-governamental com um claro escopo sem fins lucrativos usando ações de base, parceria, governança e / ou da sociedade civil como fatores-chave para suas conquistas. A iniciativa deve ser original e inspiradora, destacando o turismo como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento equilibrado e sustentável em aspectos econômicos, sociais e / ou ambientais.
  1. d)      Prêmio OMT da Inovação em Pesquisa e Tecnologia:
O Prêmio distingue um pioneiro visionário cuja iniciativa ajudou o setor privado, uma comunidade, um destino ou um país a maximizar as oportunidades relacionadas ao uso da tecnologia para avançar no desenvolvimento do turismo sustentável. O projeto de pesquisa ou iniciativa de inovação tecnológica deve ser altamente inspirador e evidenciar sua eficácia com aplicações práticas e um impacto mensurável no setor de turismo.
Valor Máximo por projeto:
Os prêmios serão um troféu ou uma medalha, acompanhado de um certificado. Não serão oferecidas recompensas econômicos.
Prazo para envio de propostas:
30/09/2017 – A candidatura ao prêmio deve ser submetida em Inglês.
Link:
http://know.unwto.org/14th-unwto-awards-apply

Pesquisadores têm até o próximo dia 7 para inscrever trabalhos sobre a Zona da Mata mineira na 1ª Conide

Os interessados em submeter trabalhos para a 1ª edição da Conferência de Inovação e Desenvolvimento para a Zona da Mata Mineira (Conide) têm uma nova chance de fazê-lo: a Comissão Científica do evento estendeu o prazo de inscrição até o dia 7 de agosto. Serão selecionadas até 100 pesquisas, que serão afixadas conforme programação do evento, que ocorre nos dias 22 e 23 de agosto, no Hotel Gran Victory (antigo Independência Trade Hotel).

De acordo com a diretora do Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (Nittec) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG) e representante da Comissão Científica da Conide, Flávia Ruback, ao expor os trabalhos, os pesquisadores podem compartilhar seus estudos sobre inovação e desenvolvimento econômico e social, promovendo o debate sob a ótica da realidade regional.

“Esse contato pode favorecer o desenvolvimento socioeconômico regional, pois acreditamos na importância de fomentar um trabalho colaborativo entre universidades, instituições de pesquisa e empresas do ecossistema regional. Essa perspectiva vai ao encontro da proposta do Grupo de Trabalho, Desenvolvimento e Inovação na Mata Mineira (GDI-Mata), qual seja, diversas entidades atuando em rede de forma a estabelecer um novo horizonte para a região”, pontua ela. Os trabalhos podem versar sobre atividades visando o desenvolvimento e inovação em todas as áreas de conhecimento, conforme as seguintes subáreas:

 

– Desenvolvimento: indicadores econômicos, arranjos produtivos locais, atividades econômicas relacionadas ao agronegócio, indústria, serviço, comércio e turismo, desenvolvimento tecnológico, desenvolvimento regional;

– Inovação: inovações tecnológicas em produtos ou processos, inovações em serviços, marketing, modelos de negócio relacionados ao agronegócio, indústria, serviço, comércio e turismo.

 

As propostas devem ser encaminhadas em formato de arquivo PDF para o e-mail poster@conide.com.br. O resultado da avaliação será divulgado no dia 8 de agosto.

 

O evento

A Conide é uma realização GDI-Mata, iniciativa coordenada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Gado de Leite), IF Sudeste MG, Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae MG) e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF, e que visa convergir, num mesmo espaço, diversas visões sobre desenvolvimento econômico e social, promovendo o debate sobre essas perspectivas e sua aplicação na realidade regional.

Idealizada como um ambiente ideal para troca de conhecimentos e experiências, a Conide pretende estimular o contato entre diferentes atores de um mesmo mercado, estimulando a prospecção de clientes, a concretização de parcerias e realização de negócios. Para isso, a conferência pretende facilitar a interface entre órgãos públicos; entidades de fomento; associações de classe; organizações representativas; instituições de ensino, pesquisa e extensão; e o empresariado regional, possibilitando que essas interações se convertam em projetos que beneficiem todos os envolvidos no sistema econômico da região.

A programação completa da Conide – que pode ser conferida neste link – conta com palestras de empreendedores e acadêmicos de destaque no cenário nacional, além de sessões de Grupos de Trabalho com temáticas, como agronegócio, comércio, indústria, serviços e turismo. A palestra de abertura, às 20h do dia 22, será ministrada por Paulo Roberto Haddad, que foi Ministro da Fazenda do Brasil, durante a presidência de Itamar Franco.

 

Outras informações: (32) 2102-3435 – Ramal 206 (Núcleo de Comunicação do GDI-Mata)

Conferência de Inovação e Desenvolvimento para a Zona da Mata Mineira (Conide)

Grupo de Trabalho Desenvolvimento e Inovação na Mata Mineira (GDI Mata)

Workshop de Captação de Recursos reúne mais de 30 representantes de órgãos e entidades da região

No último dia 11, o Sebrae Minas promoveu o Workshop de Captação de Recursos, com apoio do Grupo de Trabalho Desenvolvimento e Inovação na Mata Mineira (GDI-Mata). A ação teve como objetivos instrumentalizar os participantes com noções básicas na construção de projetos focados na captação de recursos e estimular a permanente busca de informações a respeito de fontes de recursos, que possam contribuir para promover o desenvolvimento da região.

Reuniram-se na sede do Sebrae Minas, em Juiz de Fora, 31 representantes de entidades que compõem o GDI-Mata, tais como o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG); o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac); a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), inclusive com colaboradores da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa); o Juiz de Fora e Região Convention & Visitors Bureau; e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), também com colaboradores do Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt).

Durante a capacitação, foram abordados conteúdos como: contexto da captação de recursos no Brasil; conceitos e aplicações sobre captação de recursos; interpretação, leitura de editais e noções básicas sobre a construção de projetos focados na captação de recursos; Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv); e captação de recursos para promoção do desenvolvimento da região.

Para a gerente do Departamento de Trabalho, Emprego e Renda da PJF, Leila Cristina Abrahão, a capacitação foi uma oportunidade de integração dos diversos agentes da economia local, como poder público, setor produtivo e instituições de ensino e pesquisa, que potencializa a mobilização de recursos e a construção de ações conjuntas para o desenvolvimento de Juiz de Fora e região. “Foi possível ampliar a possibilidade de um novo olhar, direcionado para o que já existe, como fonte de recursos e para as oportunidades, a partir do compartilhamento de conhecimento e objetivos de cada setor, visando melhores e maiores resultados para o ecossistema empreendedor”.

O workshop foi ministrado por Nilson Borges, consultor credenciado do Sebrae Minas nas áreas de desenvolvimento territorial, legislação aplicada às micro e pequenas empresas e agronegócio. Nilson é instrutor em treinamentos, palestras, seminários e workshops nas diversas áreas administrativas para empresas de direito público e privado. Autor da metodologia Veoma (baseada em processos de qualidade e excelência administrativa), foi coordenador do Comitê Temático de Acesso a Mercados no Fórum Permanente Mineiro das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Fopemimpe) estadual.

 

Este material foi produzido pelo Sebrae Minas e reproduzido com contribuições do Núcleo de Comunicação do GDI-Mata.

Reginaldo Arcuri destaca oportunidade para reaquecer a economia regional em palestra promovida pelo GDI-Mata

“A inovação não deve ser um fenômeno que se espera, mas sim um resultado que se produz”, enfatizou o presidente do Grupo FarmaBrasil, Reginaldo Arcuri, ao ministrar a palestra “A indústria farmacêutica nacional: balanço e perspectivas” na noite de ontem (24), a convite do Grupo de Trabalho Desenvolvimento e Inovação na Mata Mineira (GDI-Mata). O evento reuniu representantes do poder público, entidades representativas, empresários do ramo e pesquisadores de diversas áreas para discutir a situação do setor, as políticas a ele dirigidas e seus desdobramentos para o sistema de saúde e a economia brasileira.

Para a secretária municipal de saúde, Elizabeth Jucá, o encontro reforçou a importância de se considerar os impactos diretos e indiretos do desenvolvimento econômico no fortalecimento do sistema de saúde. “É preciso pensar sempre nessa perspectiva. Desenvolvendo a cidade, aumentamos a arrecadação tributária e, consequentemente, direcionamos mais recursos para a área. Além disso, se estimularmos cada vez mais a pesquisa voltada para a indústria farmacêutica, também nos ajudamos localmente, barateando a aquisição de insumos ou mesmo a logística desse processo”, destaca ela.

“Na virada do século XIX para o século XX, Juiz de Fora era um cluster de inovação”, avaliou Arcuri. “Tínhamos excelentes colégios, um sistema financeiro próprio e introdução de tecnologias totalmente disruptivas – tais como a energia hidroelétrica e a telefonia. Somado isso, contávamos com um grupo para um grupo empresarial e um conjunto de profissionais de excelente qualidade, capacitados para operar as indústrias. Durante um breve momento, isso mostrou que podíamos criar inovação e gerar desenvolvimento, um movimento que pode ser reproduzido. Para isso, precisamos de articulação, objetivos, esforço e dedicação”.

Ainda segundo Arcuri, não é necessário criar iniciativas do zero, “mas utilizar as potencialidades das instituições da região e vetorizá-las, fazendo com que a união de forças promova as mudanças necessárias e gere resultados”, opinião reforçada pelo Diretor de Inovação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Ignacio Delgado. Para ele, o evento revelou uma grande capacidade de mobilização que na qual a cidade pode investir, sobretudo na consolidação do Complexo Econômico e Industrial da Saúde (Ceis), envolvendo empresas de medicamentos e de equipamentos médicos, bem como a Universidade, com suas expertises.

“O tema é instigante e o interesse reuniu pesquisadores da Química, Medicina, Farmácia e Biologia. A ocasião deve ser reconhecida, pois provocou o diálogo entre o ambiente acadêmico e um representante de uma indústria farmacêutica de capital nacional que, por meio da inovação, vem conseguindo alcançar uma posição importante no mercado brasileiro e se projetando no internacional”, comenta Delgado. “Essa convergência mostra que a cidade tem uma vocação nessa direção, e que esse pode ser um caminho para a afirmação da economia regional”.

 

Trabalho em rede

O GDI-Mata é uma iniciativa oriunda de uma articulação iniciada em junho deste ano e é aberta à participação e colaboração de organismos e entidades empenhados no desenvolvimento regional. Seu objetivo é a revitalização da economia da Zona da Mata mineira, por meio da cooperação das instituições de ensino e pesquisa com o poder público, entidades e setores empresariais, visando à elevação da capacidade e da disposição das empresas da região para inovar. Com isso, o Grupo espera favorecer o desenvolvimento sustentável e o bem estar social.

Em julho do ano passado, a UFJF, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e outras nove entidades assinaram uma Portaria conjunta e uma Carta de Intenções, oficializando a criação do Grupo. Desde então, as entidades que forma a rede do Grupo vem trabalhando organizadas em cinco áreas temáticas: Agronegócio, Comércio, Indústria, Serviços e Turismo; e viabilizando, por meio do Portal de Negócios e Inovação lançado em outubro, parcerias e convênios entre setor produtivo e instituições de pesquisa da região.

 

Outras informações: (32) 2102-3435 (Núcleo de Comunicação do GDI-Mata)

GDI Mata reúne pesquisadores da UFJF para discutir ações de fortalecimento da indústria de saúde

Em reunião realizada na manhã de hoje, 10, o Grupo de Trabalho Desenvolvimento e Inovação na Mata Mineira (GDI Mata) debateu duas propostas de ações, esboçadas pelo Grupo Temático (GT) da Indústria, com representantes de oito programas de Pós-Graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A discussão aconteceu no Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt/UFJF) e o objetivo de ambas as proposições é aproximar as pesquisas desenvolvidas no âmbito acadêmico por esses grupos e as empresas do segmento industrial da saúde.

Ao apresentar as informações que o GT levantou no processo de elaboração das ações, o Diretor de Inovação da UFJF, Ignacio Delgado, explicou que os principais setores produtivos vinculados à saúde são a indústria farmacêutica e a de equipamentos médicos e odontológicos, que têm, por característica, sem intensivos em tecnologia. “É um aspecto que exige e incorpora conhecimento de alto nível, que, por sua vez, é desenvolvido nas instituições de pesquisa, especialmente universidades”.

“Nesse nicho, o desenvolvimento de produtos acontece por meio da interação contínua com a prática clínica e a rede de serviços”, pontua ele. “Como a pesquisa de alto nível nas Universidades é conduzida por pesquisadores que estão, via de regra, ligados a programas de Pós-Graduação, é essencial que estes assumam a coordenação das iniciativas que estamos tentando desenvolver enquanto instituição, no sentido de fortalecer o Complexo Econômico e Industrial da Saúde (Ceis)”.

 

Somando esforços

A primeira proposta discutida consiste em um Seminário sobre Saúde e Inovação, a ser realizado no final do primeiro semestre deste ano, e que discutirá temas como incorporação tecnológica em saúde; pesquisa clínica; política industrial e tecnológica para o Ceis; e propriedade intelectual e inovação na área da saúde. Para organizar o evento, foi decidido que uma comissão organizadora será formada entre os coordenadores dos Programas de Pós-Graduação (PPGs) envolvidos.

Já a segunda ideia é a Mostra de Pesquisa e Inovação em Saúde, planejada para ocorrer no final do segundo semestre, na qual serão apresentadas as expertises existentes nas instituições de pesquisa de Juiz de Fora relacionadas à área. Para tanto, será realizado um mapeamento preliminar entre os pesquisadores locais, a fim de identificar potencialidades entre os trabalhos acadêmicos. Já na reunião de hoje, foi definido que esse levantamento será coordenado pela professora da Pós-Graduação em Modelagem Computacional, Priscila Goliatt.

“É fundamental que a Pós-Graduação acentue sua interação com o universo empresarial, de forma a atuarem como emuladores de uma eventual redefinição da agenda de pesquisa que é desenvolvida em diferentes esferas da vida acadêmica”, ressalta Delgado. “Não de forma a diminuir o peso da pesquisa básica, mas para também conectá-la às demandas da sociedade brasileira. Os PPGs, tendo em mira seu próprio desenvolvimento e sua potencial contribuição à economia regional, têm muito a ganhar se envolvendo mais diretamente nesse tipo de iniciativa. Esse é um jogo de soma positiva, no qual todos vão se beneficiar”, enfatiza.