Juiz de Fora recebe palestra sobre Arranjos Produtivos Locais

Na próxima sexta-feira (1), o Grupo de Trabalho Desenvolvimento e Inovação da Zona da Mata (GDI-Mata) juntamente com a Federação das Industrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) vai realizar uma palestra gratuita com a economista Alice Machado, para expor sobre os Arranjos Produtivos Locais da Zona da Mata Mineira. O encontro será realizado ás 10 horas na sede da FIEMG Juiz de Fora, que fica localizada na Av. Garcia Rodrigues Paes, 12395, no Bairro Industrial.

O objetivo é debater quais são os Arranjos Produtivos Locais em operação e potenciais na Zona da Mata Mineira e quais os caminhos para fortalece-los, já que são uma perspectiva para a economia regional, um desafio para as instituições de ensino e pesquisa e um horizonte de emprego e renda para a população da Mata. As inscrições podem ser confirmadas através do email comunicacao@gdimata.com.br

Convite Palestra APL's

Sebrae Minas realiza diagnóstico tecnológico de indústrias de Juiz de Fora

Iniciativa integra Programa de Inovação e Modernização e contempla micro e pequenas empresas

Com o objetivo de fomentar o setor industrial de Juiz de Fora e ajudar as empresas em seus processos de inovação, produção e melhorias, o Sebrae Minas está realizando um diagnóstico tecnológico das indústrias de Juiz de Fora e região, em parceria com a Fiemg Regional Zona da Mata. A ação é uma solução oferecida pelo Sebrae, por meio do programa Sebraetec, que visa realizar uma avaliação situacional de determinado fator produtivo ou condição de produção, com orientações específicas a serem adotadas.

 

A intenção é elaborar um diagnóstico com todos os segmentos, dento de uma amostragem que apresente a realidade do nível tecnológico das indústrias localizadas em Juiz de Fora e na região. “Vivemos tempos marcados pela velocidade e pela transformação constante. Nesse contexto de mercado absolutamente volátil, as empresas precisam se estruturar para atender à crescente demanda por inovação e, assim, se tornarem mais competitivas para prosperarem no atual ambiente de negócios”, ressalta a analista do Sebrae Minas, Daniela Mendonça.

 

O diagnóstico integra as ações do Programa de Incentivo à Inovação e Modernização das Indústrias de Juiz de Fora e Região, promovido pelo Sebrae, e tem foco nas indústrias enquadradas como Micro e Pequena Empresa (MPE). A previsão de duração do diagnóstico é até a primeira quinzena de novembro, contemplando cerca de 300 empresas. A partir do resultado do diagnóstico, serão realizadas consultorias tecnológicas nos empreendimentos participantes do programa. O empresário que tem interesse em participar na iniciativa e que ainda não foi contatado pelo Sebrae Minas pode agendar uma visita à sua empresa pelo telefone (32) 3257-4712.

 

A consultoria vai oferecer o acesso subsidiado a serviços tecnológicos e de inovação, visando à melhoria de processos, produtos e serviços ou a introdução de inovações nas empresas e mercados, em seis áreas temáticas: Design, Inovação, Produtividade, Qualidade, Serviços, Digitais e Sustentabilidade.

 

Este material foi produzido pela Agência Sebrae de Notícias e reproduzido pelo Núcleo de Comunicação do GDI-Mata. 

Reginaldo Arcuri destaca oportunidade para reaquecer a economia regional em palestra promovida pelo GDI-Mata

“A inovação não deve ser um fenômeno que se espera, mas sim um resultado que se produz”, enfatizou o presidente do Grupo FarmaBrasil, Reginaldo Arcuri, ao ministrar a palestra “A indústria farmacêutica nacional: balanço e perspectivas” na noite de ontem (24), a convite do Grupo de Trabalho Desenvolvimento e Inovação na Mata Mineira (GDI-Mata). O evento reuniu representantes do poder público, entidades representativas, empresários do ramo e pesquisadores de diversas áreas para discutir a situação do setor, as políticas a ele dirigidas e seus desdobramentos para o sistema de saúde e a economia brasileira.

Para a secretária municipal de saúde, Elizabeth Jucá, o encontro reforçou a importância de se considerar os impactos diretos e indiretos do desenvolvimento econômico no fortalecimento do sistema de saúde. “É preciso pensar sempre nessa perspectiva. Desenvolvendo a cidade, aumentamos a arrecadação tributária e, consequentemente, direcionamos mais recursos para a área. Além disso, se estimularmos cada vez mais a pesquisa voltada para a indústria farmacêutica, também nos ajudamos localmente, barateando a aquisição de insumos ou mesmo a logística desse processo”, destaca ela.

“Na virada do século XIX para o século XX, Juiz de Fora era um cluster de inovação”, avaliou Arcuri. “Tínhamos excelentes colégios, um sistema financeiro próprio e introdução de tecnologias totalmente disruptivas – tais como a energia hidroelétrica e a telefonia. Somado isso, contávamos com um grupo para um grupo empresarial e um conjunto de profissionais de excelente qualidade, capacitados para operar as indústrias. Durante um breve momento, isso mostrou que podíamos criar inovação e gerar desenvolvimento, um movimento que pode ser reproduzido. Para isso, precisamos de articulação, objetivos, esforço e dedicação”.

Ainda segundo Arcuri, não é necessário criar iniciativas do zero, “mas utilizar as potencialidades das instituições da região e vetorizá-las, fazendo com que a união de forças promova as mudanças necessárias e gere resultados”, opinião reforçada pelo Diretor de Inovação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Ignacio Delgado. Para ele, o evento revelou uma grande capacidade de mobilização que na qual a cidade pode investir, sobretudo na consolidação do Complexo Econômico e Industrial da Saúde (Ceis), envolvendo empresas de medicamentos e de equipamentos médicos, bem como a Universidade, com suas expertises.

“O tema é instigante e o interesse reuniu pesquisadores da Química, Medicina, Farmácia e Biologia. A ocasião deve ser reconhecida, pois provocou o diálogo entre o ambiente acadêmico e um representante de uma indústria farmacêutica de capital nacional que, por meio da inovação, vem conseguindo alcançar uma posição importante no mercado brasileiro e se projetando no internacional”, comenta Delgado. “Essa convergência mostra que a cidade tem uma vocação nessa direção, e que esse pode ser um caminho para a afirmação da economia regional”.

 

Trabalho em rede

O GDI-Mata é uma iniciativa oriunda de uma articulação iniciada em junho deste ano e é aberta à participação e colaboração de organismos e entidades empenhados no desenvolvimento regional. Seu objetivo é a revitalização da economia da Zona da Mata mineira, por meio da cooperação das instituições de ensino e pesquisa com o poder público, entidades e setores empresariais, visando à elevação da capacidade e da disposição das empresas da região para inovar. Com isso, o Grupo espera favorecer o desenvolvimento sustentável e o bem estar social.

Em julho do ano passado, a UFJF, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e outras nove entidades assinaram uma Portaria conjunta e uma Carta de Intenções, oficializando a criação do Grupo. Desde então, as entidades que forma a rede do Grupo vem trabalhando organizadas em cinco áreas temáticas: Agronegócio, Comércio, Indústria, Serviços e Turismo; e viabilizando, por meio do Portal de Negócios e Inovação lançado em outubro, parcerias e convênios entre setor produtivo e instituições de pesquisa da região.

 

Outras informações: (32) 2102-3435 (Núcleo de Comunicação do GDI-Mata)

GDI Mata reúne pesquisadores da UFJF para discutir ações de fortalecimento da indústria de saúde

Em reunião realizada na manhã de hoje, 10, o Grupo de Trabalho Desenvolvimento e Inovação na Mata Mineira (GDI Mata) debateu duas propostas de ações, esboçadas pelo Grupo Temático (GT) da Indústria, com representantes de oito programas de Pós-Graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A discussão aconteceu no Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt/UFJF) e o objetivo de ambas as proposições é aproximar as pesquisas desenvolvidas no âmbito acadêmico por esses grupos e as empresas do segmento industrial da saúde.

Ao apresentar as informações que o GT levantou no processo de elaboração das ações, o Diretor de Inovação da UFJF, Ignacio Delgado, explicou que os principais setores produtivos vinculados à saúde são a indústria farmacêutica e a de equipamentos médicos e odontológicos, que têm, por característica, sem intensivos em tecnologia. “É um aspecto que exige e incorpora conhecimento de alto nível, que, por sua vez, é desenvolvido nas instituições de pesquisa, especialmente universidades”.

“Nesse nicho, o desenvolvimento de produtos acontece por meio da interação contínua com a prática clínica e a rede de serviços”, pontua ele. “Como a pesquisa de alto nível nas Universidades é conduzida por pesquisadores que estão, via de regra, ligados a programas de Pós-Graduação, é essencial que estes assumam a coordenação das iniciativas que estamos tentando desenvolver enquanto instituição, no sentido de fortalecer o Complexo Econômico e Industrial da Saúde (Ceis)”.

 

Somando esforços

A primeira proposta discutida consiste em um Seminário sobre Saúde e Inovação, a ser realizado no final do primeiro semestre deste ano, e que discutirá temas como incorporação tecnológica em saúde; pesquisa clínica; política industrial e tecnológica para o Ceis; e propriedade intelectual e inovação na área da saúde. Para organizar o evento, foi decidido que uma comissão organizadora será formada entre os coordenadores dos Programas de Pós-Graduação (PPGs) envolvidos.

Já a segunda ideia é a Mostra de Pesquisa e Inovação em Saúde, planejada para ocorrer no final do segundo semestre, na qual serão apresentadas as expertises existentes nas instituições de pesquisa de Juiz de Fora relacionadas à área. Para tanto, será realizado um mapeamento preliminar entre os pesquisadores locais, a fim de identificar potencialidades entre os trabalhos acadêmicos. Já na reunião de hoje, foi definido que esse levantamento será coordenado pela professora da Pós-Graduação em Modelagem Computacional, Priscila Goliatt.

“É fundamental que a Pós-Graduação acentue sua interação com o universo empresarial, de forma a atuarem como emuladores de uma eventual redefinição da agenda de pesquisa que é desenvolvida em diferentes esferas da vida acadêmica”, ressalta Delgado. “Não de forma a diminuir o peso da pesquisa básica, mas para também conectá-la às demandas da sociedade brasileira. Os PPGs, tendo em mira seu próprio desenvolvimento e sua potencial contribuição à economia regional, têm muito a ganhar se envolvendo mais diretamente nesse tipo de iniciativa. Esse é um jogo de soma positiva, no qual todos vão se beneficiar”, enfatiza.

Grupo Temático da Indústria apresenta plataforma do GDI Mata a executivos da Mercedes-Benz

Representantes do GT Indústria, do Grupo de Desenvolvimento e Inovação na Mata Mineira (GDI Mata), estiveram na última quinta-feira, 1º, na fábrica da Mercedes-Benz, em Juiz de Fora, para a apresentação do Grupo e suas ações. Na ocasião, profissionais da empresa que trabalham em contato com fornecedores externos – gerentes, executivos, engenheiros, planejadores e analistas – conheceram a plataforma de negócios e inovação lançada no último mês e poderão elencar demandas da empresa, favorecendo a simetria de informações entre o setor produtivo e os centros de geração de conhecimento, tecnologia e inovação.

“O trabalho proposto busca o desenvolvimento da cidade e da região. Temos que pensar na cidade que queremos. Somos exportadores de mão de obra de qualidade. Temos aqui grandes escolas, uma universidade federal e faculdades particulares que se destacam por sua importância, e buscamos colocar à disposição do mercado, das empresas, todo o conhecimento ali gerado. Hoje, o grupo possui mais de 20 entidades participantes e é aberto a quem quiser contribuir”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda, João de Matos.

O diretor de Inovação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), professor Ignácio Delgado, falou sobre os objetivos do grupo e apresentou a plataforma on-line GDI Mata, que, corroborando as ações propostas, “permitirá a colaboração continuada das instituições de ensino e pesquisa com o poder público, entidades e setores empresariais.”

Essa foi a primeira reunião realizada pelo grupo temático em empresa do setor metal-mecânico. “A visita pretende sensibilizar a empresa para que faça um levantamento de suas demandas, a fim de que possamos capacitar fornecedores da cidade e região e esses, daqui a dois ou três anos, tenham capacidade de fornecer boa parte dos insumos de grandes empresas, não só a Mercedes-Benz, mas outras, como a M. Dias Branco, que irá se instalar na cidade. Em todos os lugares em que a academia se aproximou do meio produtivo tivemos retornos interessantes. Aqui não será diferente”, avaliou Jackson Fernandes, coordenador de projetos da Sdeer, da Prefeitura de Juiz de Fora.

A reunião contou com a presença do gerente de Infraestrutura e Facilidades da Mercedes, Carlos Ksyvickis; do gerente de Relações Governamentais e Institucionais da empresa, Sérgio Kacas, que veio de São Paulo especialmente para receber os integrantes do GDI-Mata; e do analista de Manutenção Mecânica da Mercedes, Alfrano Vasconcellos. Integram o grupo temático “Indústria” no Grupo: Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Sistema Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Centro Industrial de Juiz de Fora – Cadeia Produtiva da Indústria.

 

Foto: Prefeitura de Juiz de Fora